
Parte
1 :
Estava
fundada a Capela Curada de Nossa Senhora do Socorro do Rio
do Peixe, da Vila Nova de Bragança.
Em 22 de Julho de 1829 o Bairro foi elevado a Curato e a 09
de Agosto do mesmo ano foram celebrados os ofícios
divinos em terras do Rio do Peixe pelo Padre José Jacinto
Pereira, em meio ao júbilo geral, erigia a Pia Batismal
na nova Igreja, celebrando dez batizados.
Entre as primeiras pessoas que edificaram o patrimônio
da Capela de Nossa Senhora do Socorro do Rio do Peixe, achavam-se:
o Capitão Roque de Oliveira Dorta, Pedro da Silva,
Francisco de Oliveira Preto, Floriano Gomes de Azevedo, Alferes
José Pires de Oliveira, Francisco Vaz de Lima, Antonio
José do Espírito Santo, João Xavier Ferreira.
Porém a 21 de Maio de 1835, seis anos apenas decorridos
depois da fundação de Socorro, falece o grande
líder de então, o Capitão Roque de Oliveira
Dorta, homem este muito religioso e temente a Deus que com
certeza deve ter levado em conta tudo quanto fizera para o
bem da religião e para o bem estar de seus conterrâneos.
Com o falecimento do Capitão, assumiu a direção
e os destinos da nascente povoação, o cidadão
Floriano Gomes de Azevedo, que empregou todos os seus esforços
em prol do progresso desta terra. Foi ele também o
primeiro comerciante do povoado, abrindo ali uma loja de fazendas
e armarinho.
Empregando
uma atividade de verdadeiro apóstolo do progresso,
da pequena povoação, Floriano Gomes de Azevedo
não se descuidava um momento de procurar, por todos
os meios se insinuar na estima das pessoas influentes na Vila
de Bragança por meio das quais conseguiu que pela lei
provincial nº 17 de 28 de Fevereiro de 1838, que o Bairro
fosse elevado a categoria de Freguesia, sendo então
Floriano Gomes de Azevedo nomeado para o cargo de sub-delegado
de polícia.
Pela Lei Providencial nº 2 de 24 de Fevereiro de 1843
foi criado uma escola para o sexo masculino, na Freguesia
de Nossa Senhora do Socorro do Rio do Peixe, sendo nomeado
para rege-la Rufino Gonçalves de Andrade.
Aumentavam cada vez mais as casas, abriam-se novas casas de
comércio e começavam a aparecer os primeiros
estrangeiros, como o italiano José Giudice, que viveu
muito anos nesta Freguesia onde estabeleceu-se como funileiro.
Continua...