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HISTÓRIA



Início:
Tudo começa entre o início do séc. XVI até 1738 quando os Índios carajás, que habitavam as bacias do Rio do Peixe foram expulsos pelos bandeirantes, afastando-se para regiões mais distantes. Naquela época teve início a colonização por Simão de Toledo Pizza, que recebeu uma sesmaria (lote de terra abandonado que os Reis de Portugal concediam a quem dispusesse a cultivá-lo), dando origem à Campanha de Toledo.

Em meados do ano de 1738 esta passou a fazer parte do chamado sertão de Bragança, cercado pelas matas virgens surge um bairro pertencente aquela Comarca cuja denominação seria Bairro do Rio do Peixe. No começo do séc. XVIII a população deste bairro era de 922 pessoas.

Este bairro distava da sede da Comarca mais de Sete léguas, seus habitantes, religiosos como eram, resolveram edificar uma Capelinha a qual foi colocada sob a proteção de Nossa Senhora do Socorro. Esta igreja foi edificada em terras do lavrador Pedro da Silva, que fez a doação da mesma, e que ainda hoje se acha ocupada pela parte central da cidade.Os lavradores das partes mais distantes, como era natural, começaram a edificar algumas modestas casinhas ao redor da Capela.

Foi então que o Capitão Roque de Oliveira Dorta, doador da imagem da Padroeira e idealizador da construção da mesma, em um momento de clarividência, viu os benefícios que iria trazer ao bairro aquela Capelinha.

E depois se entender com os demais moradores influentes do Bairro, dirigiu ao Bispo da Imperial Cidade de São Paulo, uma petição na qual fazia ver ao digno prelado a situação crítica em que se achava a população do Bairro, distante da sede da Paróquia, longe da religião, com muitas dificuldades nas realizações de Batizados, Casamentos e Sepultamentos, pelo que suplicavam que se providenciasse a dita Capela em Capela Curada, nomeando um sacerdote para dirigir os destinos espirituais do novo núcleo de população.

Outra petição, que seguira juntamente com a primeira suplicava a colocação da pia batismal na mesma Capela. O bispo de São Paulo Dom Manoel Gonçalves de Mello, condoeu-se da sorte daquele punhado de seus diocesanos, e despachou favoravelmente as mesmas.   Continua...

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